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As relações amorosas são importantes para nossa felicidade e bem-estar. No entanto, com mais de 40 por cento dos novos casamentos terminando em divórcio, está claro que os relacionamentos nem sempre são fáceis.¹ Felizmente, existem passos que você pode dar para manter sua parceria romântica em bom estado de funcionamento.

Falar abertamentePerguntasRelacionamento

A comunicação é uma peça-chave dos relacionamentos saudáveis. Casais saudáveis regularmente reservam um espaço de tempo para discutirem suas questões. É importante, todavia, falar sobre outros assuntos, além daqueles relacionados à parentalidade e à manutenção da casa. Tente reservar alguns minutos a cada dia para discutir assuntos mais profundos ou mais pessoais, para se manter conectado a sua parceria a longo prazo.

Isso não significa que você deva evitar trazer assuntos difíceis à tona. Manter as preocupações ou problemas consigo mesmo(a) pode gerar ressentimento. Ao discutir temas difíceis, no entanto, vale a pena ser gentil. Pesquisadores da área descobriram que o estilo de comunicação é mais importante do que os níveis de compromisso, traços de personalidade ou eventos de vida estressantes em prever se os casais felizes no casamento irão se divorciar. Em particular, padrões negativos de comunicação, tais como raiva e desprezo, estão ligados a um aumento da probabilidade de separação.²

Discordâncias são parte de qualquer parceria, mas alguns estilos de confrontação são particularmente prejudiciais. Casais que usam comportamento destrutivo durante as discussões – tais como gritar, recorrer a críticas pessoais ou se retirar da discussão – são mais propensos à separação do que os casais que brigam de forma construtiva. Exemplos de estratégias construtivas para a resolução de desacordos incluem a tentativa de descobrir exatamente o que sua parceria está sentindo, ouvir o seu ponto de vista e tentar fazer com que ele ou ela sorria.³ 

Mantendo a relação interessante

Em meio a crianças, carreiras e compromissos externos, pode ser difícil manter-se conectado a sua parceria. No entanto, há boas razões para se fazer o esforço. Em um estudo, por exemplo, pesquisadores descobriram que os casais que relataram tédio durante o seu sétimo ano de casamento ficaram significativamente menos satisfeitos com seus relacionamentos nove anos depois.4

Para manter as coisas interessantes, alguns casais regularmente planejam noites de namoro. Mesmo os namoros podem ficar velhos, todavia, se você estiver sempre alugando um filme ou indo ao mesmo restaurante. Os especialistas recomendam sair da rotina e experimentar coisas novas – seja saindo para dançar, assistindo a uma aula juntos ou fazendo um piquenique à tarde.

A intimidade é também um componente crítico dos relacionamentos amorosos. Alguns casais ocupados acham que é útil agendar o sexo, colocando-o no calendário. Pode não ser espontâneo tê-lo escrito em tinta vermelha, mas reservar tempo para um encontro íntimo ajuda a garantir que suas necessidades físicas e emocionais sejam satisfeitas.  

Quando os casais deveriam procurar ajuda?

Todo relacionamento tem altos e baixos, mas alguns fatores são mais prováveis ​​do que outros para produzirem solavancos em um relacionamento. Finanças e decisões parentais muitas vezes criam conflitos recorrentes, por exemplo. Um sinal de um problema é ter versões da mesma briga repetidas vezes. Nesses casos, os psicólogos podem ajudar os casais a melhorarem a comunicação e encontrarem formas saudáveis ​​de irem além do conflito.

Você não tem que esperar até que um relacionamento mostre sinais de problema antes de trabalhar para fortalecer a sua união. Foi demonstrado que programas de educação conjugal que ensinam habilidades como boa comunicação, escuta eficaz e formas de lidar com o conflito reduzem o risco de divórcio.

Referências:

1 Kreider, R. M. (2005). Number, timing, and duration of marriages and divorces: 2001. Current Population Reports. Washington, DC: U.S. Census Bureau.

2 Lavner, J.A. & Bradbury, T.N. (2012). “Why do even satisfied newlyweds eventually go on to divorce?” Journal of Family Psychology, 26 (1): 1-10.

3 Birditt, K.S., Brown, E., Orbuch, T.L., and McIlvane, J.M. (2010). “Marital conflict behaviors and implications for divorce over 16 years.” Journal of Marriage and Family, 72 (5): 1188-1204.

4 Tsapelas, I., Aron, A., and Orbuch, T. (2009). “Marital boredom now predicts less satisfaction 9 years later.” Psychological Science, 20 (5): 543-545.

Agradecimento aos psicólogos Robin S. Haight, PsyD, e Dan Abrahamson, PhD, que auxiliaram na construção deste artigo.

Texto adaptado e livremente traduzido pelo Psicólogo Alexandro Paiva, com cunho exclusivamente pedagógico, do texto original, que foi extraído do website http://www.apa.org/helpcenter/healthy-relationships.aspx . Acesso em 15/03/15.

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